Será que nós realmente sabemos qual é o verdadeiro problema Social ?


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Essa pergunta foi feita a aluna  de  Relações Públicas  Mayra  Ribeiro e veja sua resposta : 

Posso dizer que muitos problemas sociais me afetam diretamente,mas quando penso sobre isso,uma palavra resume todo o sentimento causado por eles: impunidade. Enxergo que este é um dos maiores problemas presente na nossa sociedade, que passa pela minha cabeça todas as vezes que penso na situação do nosso país,toda vez que penso no quão corrupta é a nossa política e que apesar de todas as provas dessa irrefutável corrupção que vem ocorrendo há anos, os envolvidos (que são muitos),desde políticos até aqueles que simplesmente tem dinheiro,portanto privilégios,continuam livres, vivendo tranquilamente com a certeza de que nada irá acontecer com eles, como nunca aconteceu antes. Ou quando penso nos números gritantes sobre a quantidade de violências que as mulheres, não só no Brasil, mas em todos os outros países, sofrem por dia e que por mais absurdo que seja são justificáveis, “É nossa cultura né.”, “Olha,ela não deveria estar usando uma roupa daquelas,o que ela esperava?!”, “claro que o homem tem que ganhar mais, homem não engravida,não tem folga pra ficar em casa sem fazer nada depois de ganhar bebê, vocês só precisam cuidar da casa,só isso.” Como mulher não tem um dia que eu não pense na minha segurança quando estou voltando da faculdade às 23:00 horas da noite. O que poderia acontecer enquanto caminho até o metrô, enquanto estou no ônibus, quando preciso andar do ponto até em casa, não há nada que me assegure de que, se acontecesse algo comigo o culpado seria punido de alguma forma, não precisaria sofrer um estupro por exemplo, para me sentir violentada e se nem um estupro de fato, é considerado grave ou até mesmo “real”, muitas vezes pelas pessoas a quem pedimos socorro, como uma violência verbal, assédios e desrespeitos, que acontecem quase todos os dias, seriam relevantes e mereceriam punições? Sofrer um assalto e não sair ferido já é sair no lucro, não tem necessidade de procurar a pessoa que roubou seus pertences que você trabalho tanto pra conseguir se você saiu com vida. Se você não é alguém importante,de nome conhecido e de grande poder aquisitivo,de nada lhe servem as leis, você não será devidamente “recompensado” pelas perdas que a violência te proporcionou. O ato de ficar impune, de não arcar com as consequências das próprias ações, prende a minha atenção e me afeta todos os dias nos mais variados níveis. Sou afetada pela impunidade de uma pessoa que acabou de comer alguma coisa enquanto estava caminhando na rua e joga a embalagem no chão, mesmo tendo uma lixeira a poucos metros, todos veem mas nada é feito sobre isso e se penso em dizer algo,também penso na resposta mal educada e nos xingamentos que vou receber,seguido do pedido de ir cuidar da minha própria vida. Esse tipo de pensamento individualista é uma clara consequência da impunidade, aliás, por que se preocupar com o meio ambiente não é mesmo?! Porque eu deveria fazer minha parte para manter a cidade limpa se outras pessoas também jogam lixo no chão e não são punidas por isso? Por que aquele homem que está sentado de pernas abertas no banco do metrô deveria se preocupar com a passageira sentada ao seu lado,com muito menos espaço que o banco oferece? Por que esse educado senhor não pode ser questionado para fechar as pernas? As respostas são bem simples: porque ninguém se preocupa em respeitar o próximo, nem a própria moça que está apertada no banco tem coragem de falar alguma coisa, pois é normal os homens agirem assim né. A falta de empatia e o desrespeito já se tornaram rotina há muito tempo.
Fim da conversa no bate-papo : texto  autorizado  por Mayra Ribeiro  !

E você  concorda ?  quer saber  mais sobre esse serumaninho  incrível  veja no instagram @ssmayle  e patricia_sts .

Sobre patti

Essencialmente uma pessoa impressionável, generosa e protetora, e nada modesta !!! amo a liberdade, a mudança e a variedade, tenho pensamentos progressistas , e adoro ter possibilidades de criação . Sou Cinegrafista .
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